Publicado a 21 Janeiro 2026Lisboa e Vale do Tejo
Lançamento “Descritivas Memórias” de Francisco Silva Dias | Sede da Ordem dos Arquitectos | 28 janeiro | 18h30
28 de janeiro - 28 de janeiro
Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Arquitectos
Lançamento “Descritivas Memórias” de Francisco Silva Dias | Sede da Ordem dos Arquitectos | 28 janeiro | 18h30
Organizamos uma sessão de lançamento do livro de Francisco Silva Dias “Descritivas Memórias”, a decorrer no Auditório Nuno Teotónio Pereira, na sede da Ordem dos Arquitectos, a 28 de janeiro (18h30).
“Descritivas Memórias”, da Editora Caleidoscópio, é, como indica o título, uma obra de memórias, escritas e desenhadas, do arquiteto nascido em 1930 com um percurso profissional dedicado à defesa do património edificado, do exercício da profissão e da cidadania.
A obra será apresentada pelo arquiteto e urbanista Pedro George.
Francisco Silva Dias iniciou a atividade profissional em Almada, no Gabinete de Urbanização da câmara, em 1957, no mesmo ano em que recebeu o diploma de arquiteto da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.
O trabalho de final de curso foi dedicado aos "Aspetos do problema da Habitação em Portugal - Projeto de uma Unidade de Habitação Coletiva”.
Em 1958 colaborou no Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa, realizado pelo Sindicato Nacional dos Arquitectos, e publicou os seus primeiros artigos na imprensa diária.
Trabalhou seguidamente no Gabinete Técnico de Habitação da Câmara Municipal de Lisboa e foi eleito, em 1963, para a direção da Secção Regional do Sul do Sindicato Nacional dos Arquitectos. Seria impedido de tomar posse por motivos políticos, pelo então Ministério das Corporações.
Em 1990 foi eleito Presidente da Associação dos Arquitectos Portugueses, cargo que desempenhou até 1992.
Francisco Silva Dias está ligado ao ensino no Curso de Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa – experiências que lhe permitiram acompanhar a questão da formação da classe. Durante toda a vida teve uma intervenção cívica ativa.
“Viveu em Portugal e em Angola, trabalhou e conviveu com negros e brancos, e viveu igual número de anos em ditadura como em democracia. Conheceu muitas terras e gentes. É sobre tudo isso que aqui escreve e desenha”.