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22 junho 26 Centro

Exposição «Habitar Portugal 1974-2024» na Casa das Caldeiras

Exposição

Realizou-se no passado dia 22 de junho a inauguração da exposição «Habitar Portugal 1974-2024» na Casa das Caldeiras, em Coimbra, sede da Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos.

A sessão de abertura contou com as intervenções de Florindo Belo Marques, Presidente do Conselho Diretivo Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos, Avelino Oliveira, Presidente do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Arquitectos, Alfredo Dias, Vice-Reitor da Universidade de Coimbra, Rui Florentino, Vogal do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Arquitectos e coordenador da iniciativa «Habitar Portugal 1974-2024», e Célia Gomes, curadora da exposição.

Apresentada pela primeira vez em Coimbra, esta exposição constitui uma reconfiguração da mostra inaugurada no Centro de Arquitetura – Garagem Sul, Centro Cultural de Belém, centrando-se nas obras selecionadas localizadas no território da Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos.

Mantendo os três eixos temáticos definidos pela equipa curatorial — «Arquitetura como gesto político», «A persistência da memória» e «Ruturas e novas configurações» —, a exposição propõe uma leitura de cinquenta anos de arquitetura em democracia através de um conjunto de projetos representativos da diversidade territorial, programática e cultural da região Centro.

A inauguração ficou ainda marcada pela participação de vários autores das obras selecionadas, que apresentaram brevemente os respetivos projetos e partilharam o contexto da sua conceção e concretização. Estiveram presentes Miguel Figueira, autor do Percurso Pedonal Assistido de Montemor-o-Velho; Mercês Vieira e Camilo Cortesão, autores do Parque Verde do Mondego, em Coimbra; Paulo Serôdio e Teresa Serôdio, da Orgânica Arquitectura, responsáveis pelo projeto de Reabilitação e Valorização das Antigas Minas da Urgeiriça, em Canas de Senhorim; e Carlos Antunes e Desirée Pedro, do Atelier do Corvo, autores da Casa Amarela – Escola de Talentos, em Miranda do Corvo.

A exposição reúne um conjunto de dez obras selecionadas no âmbito da 7.ª edição de Habitar Portugal, distribuídas pelos três eixos curatoriais da mostra, evidenciando diferentes formas de intervenção arquitetónica no território e o contributo da arquitetura para a construção da sociedade portuguesa nas últimas cinco décadas.

Eixo 1 (arquitetura como gesto político)

  • Instituto Politécnico da Covilhã – Fase 1, de Bartolomeu Costa Cabral e Maurício de Vasconcelos;
  • Percurso Pedonal Assistido de Montemor-o-Velho, de Miguel Figueira.

Eixo 2 (a persistência da memória)

  • Parque Verde do Mondego, de Mercês Vieira, Camilo Cortesão e Luís Pena;
  • Reabilitação e Valorização das Antigas Minas da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, de Orgânica Arquitectura;
  • Casa Amarela – Escola de Talentos, em Miranda do Corvo, do Atelier do Corvo;
  • Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Idanha-a-Nova, de Plano Humano Arquitectos;
  • Requalificação da Casa do Passal – Museu de Aristides de Sousa Mendes, em Carregal do Sal, de Rosmaninho e Azevedo Arquitectos.

Eixo 3 (ruturas e novas configurações)

  • Complexo Pedagógico da Universidade de Aveiro, de Vítor Figueiredo;
  • Centro Cultural de Ílhavo, coordenado por Ilídio Ramos / iarquitectos;
  • Centro Sociocultural da Costa Nova, de ARX Portugal.

A exposição permanecerá patente na Casa das Caldeiras até ao dia 16 de setembro de 2026, podendo ser visitada nos dias úteis, entre as 09h00 e as 13h00 e entre as 14h00 e as 17h00.

Iniciada em 2003, Habitar Portugal é uma iniciativa da Ordem dos Arquitectos dedicada à divulgação da arquitetura contemporânea produzida por arquitectos portugueses, em Portugal e no estrangeiro. Na sua sétima edição, a exposição assinala cinquenta anos de arquitetura em democracia, apresentando uma seleção de cem obras construídas entre 1974 e 2024.

Informação adicional sobre a exposição e sobre a 7.ª edição de Habitar Portugal encontra-se disponível em https://www.ordemdosarquitectos.org/noticias/noticia-188

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