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22 janeiro 26 Açores

Apresentação pública do Relatório da Proposta Orientadora para a Intervenção e Requalificação da Fábrica do Álcool

A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitectos apresenta, no próximo dia 4 de fevereiro, às 20h30, no auditório da NONAGON – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, o Relatório da Proposta Orientadora para a Intervenção e Requalificação da Fábrica do Álcool, localizada no concelho da Lagoa.

Este relatório resulta de um trabalho aprofundado desenvolvido pela Comissão de Trabalho, constituída no âmbito do Protocolo de Colaboração e do Contrato celebrado entre a Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública do Governo dos Açores e a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional dos Açores, com o objetivo de encontrar soluções estratégicas, conciliadoras e exequíveis para o futuro de dois importantes conjuntos de património industrial da ilha de São Miguel.

No caso da Fábrica do Álcool da Lagoa, o relatório sistematiza um processo que integrou investigação histórica, análise arquitetónica e urbanística, avaliação do estado de conservação do edificado e um forte componente de participação pública, envolvendo cidadãos, especialistas e entidades regionais e locais. O documento parte da compreensão do valor histórico, económico, social e cultural da fábrica, cuja presença marcou profundamente o desenvolvimento da Lagoa e a vida de várias gerações de trabalhadores e famílias.

A proposta orientadora defende a preservação da memória e da identidade do conjunto industrial, articulando-a com uma visão de futuro assente na dinamização económica, social e cultural. Entre os usos propostos destacam-se a criação de um mercado de produtores locais, oficinas criativas e espaços de coworking, restauração, comércio e serviços, um pavilhão multiusos destinado a atividades culturais, associativas e desportivas, um empreendimento turístico de caráter diferenciado, bem como espaços verdes e de lazer de usufruto público.

O relatório identifica igualmente a necessidade de intervenções urgentes de salvaguarda, nomeadamente ao nível das coberturas, da consolidação estrutural e da limpeza e proteção dos edifícios, alertando para o risco de degradação irreversível caso não sejam adotadas medidas a curto prazo.

No plano da operacionalização, a Comissão de Trabalho recomenda um modelo de procedimento concursal inovador, que integra financiamento, conceção, projeto, construção ou reabilitação, conservação e exploração, permitindo garantir desde a fase inicial a qualidade arquitetónica e urbanística da intervenção, bem como a sua viabilidade económica.

Com esta apresentação pública, a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional dos Açores reafirma o seu compromisso com a defesa do interesse público, com a valorização do património industrial e com processos participativos e transparentes, colocando o relatório à consideração do Governo dos Açores como contributo para uma decisão informada sobre o futuro da Fábrica do Álcool e para o desenvolvimento sustentável da Lagoa.

 

Relatório brevemente disponível aqui.

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