Início > Notícias > Sérgio Fernandez (1937-2026)

25 março 26 Toda a OA

Sérgio Fernandez (1937-2026)

𝐀 𝐎𝐫𝐝𝐞𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐀𝐫𝐪𝐮𝐢𝐭𝐞𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐝𝐞 𝐥𝐮𝐭𝐨. 𝐄́ 𝐜𝐨𝐦 𝐞𝐧𝐨𝐫𝐦𝐞 𝐩𝐞𝐬𝐚𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐚 𝐦𝐨𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐨 𝐀𝐫𝐪𝐮𝐢𝐭𝐞𝐭𝐨 𝐒𝐞́𝐫𝐠𝐢𝐨 𝐅𝐞𝐫𝐧𝐚𝐧𝐝𝐞𝐳 𝐞 𝐞𝐧𝐯𝐢𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬 𝐚̀ 𝐟𝐚𝐦𝐢́𝐥𝐢𝐚, 𝐜𝐨𝐥𝐞𝐠𝐚𝐬, 𝐚𝐦𝐢𝐠𝐨𝐬 𝐞 𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐞𝐥𝐞 𝐩𝐫𝐢𝐯𝐚𝐫𝐚𝐦 𝐞 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫𝐚𝐦.

Sérgio Fernandez foi um dos mais reputados professores de Arquitetura em Portugal, arquiteto de reconhecido prestígio e autor de uma vasta obra. Constitui igualmente uma referência incontornável enquanto investigador e ensaísta sobre a história da arquitetura portuguesa do século XX.

 

Foi agraciado com o título de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos em 2011, em reconhecimento do seu contributo excecional para a disciplina, para o ensino da Arquitetura e para a valorização da cultura arquitetónica em Portugal.

 

Formado no período modernista, desde sempre demonstrou interesse pelas expressões locais da arquitetura popular e o determinismo do lugar. É sobretudo nos materiais que encontra a principal expressão da sua tendência.

Na década de 1970, constituiu o Atelier 15 com Alexandre Alves da Costa, com quem assinou a maioria da sua obra construída e recebeu o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte/Ministério da Cultura de 2008. À data, considerou "muito agradável ver reconhecido o trabalho sobre as questões da recuperação e da intervenção no construído (…) Já há tanta construção a mais que é sobretudo por aí que se pode fazer arquitectura." O Prémio AICA assinalou também o seu "notável percurso ao serviço do ensino" na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP).

Da sua obra, a título individual ou em coautoria com Alexandre Alves Costa, destacamos habitações unifamiliares, equipamentos culturais e educativos, a requalificação de monumentos no Porto e em Lisboa e, a outra escala, os planos. São disso exemplos as duas casas de férias em Caminha (1971-1973), a sua participação na Operação SAAL, no Bairro do Leal, no Porto (1975-1978), a Casa de Férias Regina e Ricardo Pais em Moledo do Minho (1988-1991 e Prémio Nacional de Arquitectura, Associação dos Arquitectos Portugueses, 1993), Intervenções em Idanha-a-Velha (1995-2007), as Escolas de Ciências e Biblioteca da Universidade do Minho, Guimarães (1996-2014), o Plano Geral de Intervenção na Baixa Portuense e Praça D. João I, Porto (1999-2003) e o Plano de Pormenor da Afurada, Vila Nova de Gaia (2001-2006), o Teatro Constantino Nery, Matosinhos (2003-2008), as Escolas Secundárias da Régua e de Paredes (2009-2012) e a Recuperação do Liceu Alexandre Herculano, Porto (2010-2022) ou, ainda, a Recuperação do Cinema Batalha, Porto (2017-2022). Em Lisboa, a Conservação do Arco da Rua Augusta (2011-2013) e a Requalificação do Torreão Poente da Praça do Comércio (2020).

À família e amigos, a Ordem dos Arquitectos apresenta as mais sentidas condolências.


O velório decorre na quinta-feira, 26 de março, no Tanatório de Matosinhos, entre as 18h00 e as 23h00. A cremação terá lugar na sexta-feira, entre as 15h30 e as 16h45.

_____

Fotografia ©Luís Rocha
Cerimónia de atribuição do Título de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos, OA, 2011

Voltar Atrás