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13 março 26 Toda a OA

Jorge de Brito e Abreu (1949-2026)

A Ordem dos Arquitectos recorda o contributo do arquiteto Jorge Sebastião Mattos de Brito e Abreu para o conhecimento e salvaguarda do património cultural português e manifesta profundo pesar pelo seu falecimento, apresentando sentidas condolências à sua família e amigos

Jorge de Brito e Abreu, licenciou-se em Arquitetura pela Escola de Belas-Artes de Lisboa e dedicou mais de meio século de atividade à salvaguarda e valorização do património cultural português, como arquiteto e investigador. Desde 2006 integrou o Conselho Nacional de Cultura, na então Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico — hoje designada Secção especializada permanente do Património Arquitetónico, Arqueológico e Imaterial — funções que exerceu com dedicação e reconhecida competência até ao presente.

Iniciou o seu percurso profissional na Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais em 1 de março de 1974, tendo estagiado com o arquiteto Elísio Summavielle Soares na Direção de Serviços de Monumentos. Na DGEMN acompanhou e orientou numerosas intervenções em monumentos classificados, tendo igualmente exercido o cargo de Diretor da Direção de Serviços da Salvaguarda. Após a extinção da DGEMN, em 2007, integrou o Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico e posteriormente a Direção-Geral do Património Cultural.

Entre 2009 e 2011 integrou o Gabinete do Secretário de Estado da Cultura do XVIII Governo Constitucional. Trabalhou na administração pública até ao limite de idade legal, mantendo posteriormente colaboração com a administração cultural, primeiro com a Direção-Geral do Património Cultural e mais recentemente com o Património Cultural, I.P.. Colaborou também com o Fundo Rainha D. Leonor, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, prestando apoio técnico a intervenções de reabilitação, conservação, restauro e valorização do património das Santas Casas da Misericórdia.

Jorge de Brito e Abreu desenvolveu igualmente atividade na sociedade civil, participando em diversas entidades associativas. Foi Vice-Presidente da Associação Portuguesa das Casas Históricas e, mais recentemente, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Genealogia. Participou ainda em várias associações de fiéis no âmbito da Igreja Católica, tendo sido Juiz da Irmandade de Nossa Senhora do Castelo, em Coruche, e exercendo até agora o cargo de Juiz da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Sé Patriarcal de Lisboa.

Ao longo do seu percurso visitou e estudou numerosos monumentos em todo o território português, mantendo sempre uma ligação profunda a Coruche, onde reunia um significativo acervo documental e bibliográfico dedicado à história e ao património.

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