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28 abril 26 Toda a OA

O «bicho» face ao desafio da Inteligência Artificial Generativa

CONFERÊNCIA

8 maio 2026, 14h30

Universidade da Beira Interior (UBI)

Auditório das Sessões Solenes - Polo 1

Covilhã

 

O autor é um «bicho» estranho, pertinente e impertinente terráqueo e, por vezes, maldito, mas geralmente tido como sagrado. Um «motor» que gera múltiplas energias transformadas em imaginário. (…). O autor é aquele que toma posse, e que faz com que as coisas do mundo pareçam suas, é como um espelho deformador que reflete até ao infinito, em nuances tão diferentes como semelhantes.”

Manoel de Oliveira in “Ditos e Escritos”, Fundação de Serralves, 2021, pp. 163-164.

 

A inteligência artificial generativa está a redefinir os contornos da criação, da autoria e da produção cultural, colocando desafios profundos a artistas, académicos e profissionais de áreas tão diversas como as artes plásticas, a arquitetura, a música ou a investigação universitária.

Sistemas capazes de escrever, compor, gerar imagens ou projetar espaços desafiam a noção tradicional de autor.

Será esta tecnologia uma ferramenta ao serviço da criatividade humana ou um agente que transforma radicalmente a própria noção de autoria?

O autor humano ainda é um “bicho sagrado” – intocável na sua essência criativa – ou um conceito em vias de reinvenção?

O Conselho Nacional de Disciplina promove uma conferência/mesa-redonda sob o tema da autoria e a Inteligência Artificial Generativa.

Com o apoio da Associação de Estudantes da Universidades da Beira Interior, no quadro de conferências de Arquitetura, Arte e Design - Movimenta, entre 5 e 8 de maio - e o patrocínio exclusivo da Artebel.

Baseada em padrões aprendidos a partir de obras preexistentes, esta tecnologia desafia a ideia de originalidade. Cada disciplina tem oferecido respostas distintas e singulares, mas as artes, a literatura e a música sempre transcenderam a mera produção técnica. Na matriz da criação artística habita a dimensão do intangível — a subjetividade, as emoções, as memórias, o inconsciente, a intencionalidade e o mistério do gesto criador.

Até hoje, foram estas dimensões que distinguiram o autor da máquina. Mas poderá criar — ou apenas simular a criação?

O recurso a estes sistemas na criação de obras artísticas, literárias ou culturais levanta complexos dilemas éticos e jurídicos, sobretudo no que diz respeito à atribuição de autoria e à titularidade dos direitos.

A presente conferência não procura respostas definitivas: abre espaço para o diálogo e a reflexão coletiva, reunindo vozes de diferentes áreas com o intuito de explorar desafios e oportunidades que estas ferramentas colocam ao ato de criação no século XXI.

 

Súmula

A inteligência artificial generativa está a transformar a criação artística, desafiando noções de autoria e originalidade.

Esta conferência convida à reflexão sobre os seus impactos, entre possibilidades criativas e questões éticas, no contexto do século XXI.

 

Teaser

Quem cria — o humano ou a máquina?

A inteligência artificial generativa está a desafiar a autoria, a originalidade e o próprio ato de criar.

Uma conversa urgente sobre o futuro da criação no século XXI.

 

 Programa 

14h30

Receção

Abertura institucional pela Reitora da UBI, Professora Doutora Ana Paula Duarte

14h45

Intervenção do Presidente da Ordem dos Arquitectos, Arq.º Avelino Oliveira

15h00

Apresentação de projetos pelo Atelier OODA, Arq.º João Jesus (projetos desenvolvidos em coautoria com o Arq.º Kengo Kuma e o Arq.º Eduardo Souto de Moura)

16h15

Mesa-Redonda moderada pelo Diretor do “Jornal do Fundão”, Dr. Nuno Francisco

Convidados

Leonel Moura, Artista Plástico

Arq.ª Sara Nunes, Cineasta  

Dr. Francisco Borges, Diretor Jurídico e Relações Internacionais da GDA, Gestão dos Direitos dos Artistas

18h00

Encerramento

Presidente do Conselho Nacional de Disciplina 

Arq.º Pedro Lebre 

18h30

café / momento de networking

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