17 novembro 25 Madeira
OASRMAD no 17º Congresso Nacional dos Arquitectos
A Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitectos marcou presença no 17º Congresso Nacional dos Arquitectos, que decorreu de 13 a 15 de novembro na cidade de Évora.
A Senhora Presidente, Arq. Susana Neves participou como secretaria na 1ª sessão sectorial com o tema “Habitar – crise demográfica e guerras” e a Senhora Vice-presidente, Arq. Isabel Dória participou como relatora na 5ª sessão sectorial com o tema “Qualidade do Território – alterações climáticas, água e urbanismo resiliente”. O Congresso foi constituído por: Três Moções de Orientação propostas pelo Conselho Diretivo Nacional: 1- Essência, Desafios e Compromisso, 2- Por uma efetiva Política Nacional de Arquitetura e Paisagem (Moção PNAP 2025–2030) e 3- Uma Visão Essencial para o Futuro da Profissão: Do fim da obrigação do Estágio rumo ao Desenvolvimento Profissional Contínuo (CPD) . Todas as moções foram aprovadas por maioria dos votantes; Três Recomendações: 1- Inteligência ambiental na Arquitetura. Para uma prática mais sustentável proposto por Ricardo Camacho, 2- Avaliação da situação da Ordem dos Arquitectos proposto por Patrícia Robalo e 3- Por uma arquitetura do conforto – Um problema complexo - a crise habitacional proposto por Rodolfo Machado; Uma Mesa-redonda sobre Inteligência Essencial; Uma Sessão Plenária; Sete Sessões Sectoriais: 1- Habitar – crise demográfica e guerras, 2- Arquitetura e inovação tecnológica, 3- Arquitetura, património e representatividade, 4- Ética, autoria e responsabilidade arquitetónica, 5- Qualidade do Território – alterações climáticas, água e urbanismo resiliente, 6- Ensino e Formação Profissional e 7- Internacionalização e Prática Global; Cinco Conferencias Internacionais com: Carlos Bañón, Rosanna Atena & Marco Sardella, Rosa Rull, Patricia Cupeiro López e Sara Nunes.
Numa atualidade demarcada por transformações constantes e desafios sem precedentes: da crise da habitação à emergência climática e ao efeito do desenvolvimento da inteligência artificial, a arquitetura se reafirma como uma disciplina fundamental na criação de respostas integradas, éticas e transformadoras. O 17.º Congresso dos Arquitetos desafiou a uma reflexão séria sobre o presente e o futuro da profissão, incentivando os arquitetos a analisar criticamente a função que exercem na sociedade atual. Com o tema da Inteligência Essencial, o Congresso questionou como a arquitetura pode fomentar uma inteligência aplicada em técnica, sensível, ética e coletiva apta a diferenciar o essencial do secundário, e a converter urgências em projetos significativos. Ao trazer à tona a essência da prática arquitetónica, destacou-se no centro da discussão a dignidade do viver, a justiça territorial e a qualidade do ambiente. A orgânica temática do Congresso abrangeu diversas dimensões interconectadas: do natural ao institucional, do cultural ao profissional, reconhecendo a arquitetura como um campo abrangente e um agente estratégico para o desenvolvimento. Destaca-se igualmente a conexão entre formação e prática, enfatizando a relevância do ensino na capacitação de profissionais mais conscientes, críticos e dedicados ao futuro, além da visibilidade internacional da arquitetura portuguesa em contextos variados e tecnologicamente avançados. Quando a inteligência artificial questiona os princípios das profissões criativas e nos apresenta novas formas de automação, é crucial reafirmar a inteligência essencial como uma resposta crítica e profundamente humana, que distingue, interpreta e transforma com significado. Nesse cenário, o Congresso destacou a arquitetura como impulsionadora de soluções sustentáveis, culturalmente fundamentadas e colaborativas, incentivando a interação com conhecimentos complementares como a engenharia, o urbanismo, a arquitetura paisagística, as ciências sociais e humanas, e a geografia. Refletir com inteligência essencial é, atualmente, um ato transformador, político e profundamente humano.